(Des)humanos de Thyl Guerra – Resenha

(des)humanos

Esse post (e vídeo) é uma resenha do livro (Des)humanos (2019) escrito por Thyl Guerra e publicado pela Madrepérola. Esse livro foi um dos dois livros que a Editora Madrepérola me presenteou nesse mês de março. Que por ser o Mês das Mulheres, inclui ações afirmativas de estímulo a literatura produzida por mulheres. Assim, aproveita pra conhecer o projeto A Mulher no Papel que inclui eBook gratuito, Lives e desconto em livros escrito por mulheres.

https://www.editoramadreperola.com/produto/deshumanos/

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Sobre (Des)humanos

A autora: Thyl Guerra

Assista ao vídeo: https://youtu.be/90rEqmv8pKo

Essa obra incrível de ficção fantástica também é protagonizada por mulheres. Nossos principais destaques são Aniel, Iris e Anie.

(Des)humanos é sem dúvida uma obra interessante. Uma ficção fantástica misturada com romance com alto teor filosófico. A obra de Thyl Guerra, usa suas personagens como exemplos para falar sobre como as emoções humanos são imprescindíveis para nos tornar o que somos. E como são elas que ajudam a construir nossos valores e a base da nossa ética como ser humano. São esses os valores que guiam nossa racionalidade e podem nos ajudar a tomar decisões acertadas e não nocivas.

Assim, o livro nos faz refletir sobre, como seria se pudéssemos desligar nossas emoções? Qual o impacto que isso poderia causar não só em nós como indivíduos, mas no coletivo? A racionalidade pura, destituída de emoções, sem a empatia ou senso de certo e errado não nos tornaria frios e apáticos? Sociopatas, talvez?

O enredo de (Des)humanos

O enredo trança as vidas de três mulheres. Uma delas desencarnada. É Aniel, uma Guardiã da Entidade da Luz, designada para guiar e proteger os humanos. Aniel deve fazer isso como provocando um sopro de lucidez e tranquilidade na nossa consciência. Ela fala com seus protegidos no nível do inconsciente, orientando sobre o bem e o mal. Mas cabe a eles ouvi-la ou não, já que são guiados pelo seu livre-arbítrio, sobre o qual Aniel não pode interferir. E sempre mantendo a distância.

Pois é, mas isso é fofo e fácil de fazer até Aniel ser designada para proteger Íris, uma criança  extraordinária, empática, inteligentíssima e… medium. Iris sempre vê Aniel e a chama de “amiga imaginária”. Ariel fica fascinada pela criança e, feliz ou infelizmente, todo seu sentimento de mãe para com a menina a leva a tomar uma decisão impulsiva que interfere no livre-arbítrio da criança. E, assim, desencadeia uma série de eventos que viram nossa história de cabeça para baixo. Na fase adulta Iris vai desenvolver uma pesquisa, cujos resultados podem simplesmente implodir a vida humana e aquilo que nos faz humanos.

Depois disso, anos depois, conhecemos Anie, a filha de Iris, cujo nome é uma homenagem ao da Guardiã. E tudo que Íris tem de maravilhosa, Anie tem de INSUPORTÁVEL. Se eu só tivesse duas palavras para descrevê-la eu diria “CHATA DEMAIS”. Anie é difícil de lidar, para dizer o mínimo, e sua única coisa parecida com sua mãe é sua aparência físicas. Claro, é uma moça traumatizada já que ficou órfã de mãe aos 5 anos e perdeu Iris numa circunstância trágica.

Anie e Aniel

Anie nega tudo aquilo de extraordinário que nos faz humanos. Arte, alegria, emoções, amor, empatia. Ela simplesmente vive em função de concluir a tal pesquisa que sua mãe iniciou e, para isso, exclui de si toda e qualquer interação humana. Excetuando Luiza, sua melhor amiga, um anjo de pessoa que consegue quebrar a muralha que Anie construiu ao seu redor.

Sinceramente, em alguns pontos até me identifico com Anie, não gosto de aglomerações, barulho e abraços apertados. Mas diferente dela, eu não me considero um robô mal-humorado (hahaha).

Anie e Lucca

Bom, então também temos um quarto personagem importante. Lucca, um pintor cego talentosíssimo, e bonito, que atravessa a vida de Anie e tira a moça totalmente do sério. Tem tensão sexual, claro… mas esse é o problema. Nada, absolutamente nada, pode se interpor entre Anie e seu trabalho. Aliás, o Lucca é chato também… Pobre Aniel tendo que lidar com esses humanos confusos.

O livro é incrível e cheio de reviravoltas. Tem fantasia, ficção científica, romance e ação. Ou seja, um combo para fazer a gente ficar grudado na página. O único defeito? É que acaba.

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